Na Bíblia, muitos números têm sentido simbólico, entre eles, o número 7 que simboliza as sete dores de Nossa Senhora. A celebração de Nossa Senhora das Dores liga-se a antiga tradição cristã.
Contam que, na Sexta-Feira da Paixão, Maria Santíssima voltou a se encontrar com Jesus, seu filho. Foi um encontro triste e muito doloroso, pois Jesus havia sido açoitado, torturado e exposto à humilhação pública. Coroado de espinhos, Jesus arrastava até o Calvário a pesada cruz, para lá ser crucificado. As entranhas de Maria se compungem de dor. Perde as forças e cai por terra, vergada pela dor e pelo sofrimento de ver Jesus prestes a morrer suspenso na cruz.
Recobrando os sentidos, reúne todas as suas forças, acompanha o Filho e permanece ao pé da cruz até o fim. Inicialmente, essa festa foi celebrada com o título de “Nossa Senhora da Piedade” e “A Compaixão de Nossa Senhora”. Depois, o papa Bento XIII promulgou a festa com o título de Nossa Senhora das Dores.
Somos convidados a meditar sobre os episódios mais importantes que os evangelhos apresentam sobre a participação de Maria na paixão, morte e ressurreição de Jesus:a profecia do velho Simeão; a fuga para o Egito; a perda de Jesus, aos doze anos, em Jerusalém; o caminho de Jesus para o Calvário; a crucificação; a deposição da cruz e o sepultamento.
Que Nossa Senhora das Dores nos empreste a sua fortaleza para suportar as dores do dia-a-dia e que saibamos vencê-las, alcançando, como ela, a ressurreição que seu filho conquistou para nós.
Repetindo o texto da Liturgia das Horas do dia 15 de setembro, podemos dizer:
“Virgem Mãe tão santa e pura,
vendo eu tua amargura,
possa contigo chorar.
Que do Cristo eu traga a morte,
sua paixão me conforte,
sua cruz possa abraçar.”
Pe. Wagner Augusto Portugal.
Vigário Judicial da Diocese da Campanha - MG
