Recordamos, na pessoa do padre Camilo Albuquerque Silva, o chamado de cada um desses homens santos, escolhidos para, com amor, servirem à Igreja.
Exemplo de sacerdote com alma missionária, padre Camilo, que neste ano celebra seu jubileu de ouro sacerdotal, é muito querido entre o presbitério do Rio de Janeiro e, mais ainda, entre fiéis da Paróquia Santo Antônio, no bairro de Água Santa, onde atua como Pároco há mais de 30 anos.
Padre Camilo sempre pautou sua vida pelo desejo de fazer a vontade de Deus. Ainda hoje, quando alguém pergunta se ele quer ficar ou sair da Paróquia, diz simplesmente que está “à disposição do arcebispo”. Essa disponibilidade de coração e de amor ao ministério, é própria de quem quis dedicar a vida ao Senhor e à sua Igreja.
— A grande missão do sacerdote é colaborar no anúncio da Boa Nova da salvação. Deus quer transformar a face da terra e para isso é preciso converter os corações, afirmou.
Foi na cidade do Rio de Janeiro, no Seminário São José, que Padre Camilo se formou para o sacerdócio. Sua ordenação ocorreu no dia 15 de julho de 1961, em sua cidade natal, atual Eirunepé, no Estado do Amazonas. Mesmo pertencendo ao clero secular, foi em missão para a Diocese de Cruzeiro do Sul, no Estado do Acre, onde permaneceu por 10 anos junto aos missionários da Congregação do Espírito Santo.
Por motivos de saúde foi obrigado a voltar para o Rio de Janeiro. O período de tratamento também foi de trabalho. No final de 1970 foi nomeado capelão do Hospital Beneficência Portuguesa. Depois, trabalhou na Paróquia São Sebastião e Santa Cecília, em Bangu, na Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel, na Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Laranjeiras, e na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Grajaú.
Também exerceu seu ministério no Hospital Estadual Jesus e no Colégio Nossa Senhora de Lourdes. Aproveitou o tempo para cursar a faculdade de pedagogia, na Universidade Santa Úrsula, onde se formou como orientador educacional. Nos lugares em que trabalhou teve a oportunidade de conhecer a realidade de diversas comunidades e o direcionamento pastoral da Arquidiocese do Rio de Janeiro.
Mas seu sonho ainda era voltar para a região amazônica, para dar continuidade à experiência missionária que marcou o início de seu ministério sacerdotal. Porém, Deus tinha outros planos para o sexto, dos nove filhos do casal José Camilo e Virginia: o então bispo auxiliar dom Eduardo Koaik lhe propôs fazer uma experiência missionária em Água Santa, zona norte do Rio. Lá, foi empossado como pároco da Paróquia Santo Antônio, em 1º de outubro de 1977.
Quando padre Camilo chegou a Água Santa, o bairro era muito diferente do que hoje se apresenta. A igreja paroquial era um galpão, situada num terreno menor que o atual. As telhas eram de amianto, sem forro e com abertura no alto das paredes laterais. Ao lado da igreja existia um cômodo de teto muito baixo, onde era o salão paroquial. Na residência paroquial existia uma pequena sala para a secretaria, dois cômodos, a cozinha e uma pequena área de terreno.
Hoje, podemos vislumbrar que a dedicação do padre Camilo, com o empenho da comunidade paroquial, possibilitou a construção de um novo templo, da casa e do salão paroquial e as demais melhorias. Também vislumbramos o bem que seu pastoreio fez e faz, na sublime missão de preparar discípulos para o seguimento do Cristo, aproximando as pessoas até o coração de Deus.
A história da Igreja está repleta de exemplos, como padre Camilo. São 50 anos de sacerdócio, de uma vida de serviço aos irmãos. Um grande testemunho de fé e de amor a Deus, um sinal visível de que é possível um mundo novo, onde possa acontecer a civilização do amor.
