Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. Com grandes sinais de poder,os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um”(At 4, 32-35).
O que a primeira leitura nos apresenta é o que esperamos de todos os seguidores de Jesus Cristo, batizados em nome da Santíssima Trindade, que são chamados a viver na concórdia, na humildade, na serenidade, na partilha dos dons, dos bens, da caminhada para que tenhamos tudo em comum.
Ser solidário, viver em comum, demonstra o que o espírito santo pascal espera de cada um de nós: vivermos para o outro, sendo seu amigo, sendo seu irmão, preocupando-se com as suas dores, com os seus sofrimentos, com as suas inquietações.
Como seria bonito se em nossas comunidades reinasse a paz anunciada por Cristo na sua aparição aos Apóstolos reunidos no Cenáculo: A Paz esteja convosco!
A Paz que nos torna humanos e divinizados pela paixão, morte e ressurreição de Cristo, que está no meio de nós.
Viver a comunhão, viver a solidariedade, viver a partilha é próprio dos cristãos. Nós deveríamos como católicos sermos reconhecidos com o que fala o próprio Evangelho: “Vejam como eles se amam!”.
Amar, à partir de quem tem poder de regime: amar não as pessoas como se fossem suas empregadas, mas amá-las pelo que elas são, pelos seus pecados, pelas suas virtudes, caminhar com todos e de todos tirar o que há de santo, de justo, de reconhecível, mas sem sombra de dúvida ajudar a sair do pecado para a graça santificante.
Que tudo o que temos e que somos possam ser colocados em favor do outro, do nosso irmão, amando-o apesar de todas as coisas que possam estar em contrário, fazendo de nossa vida, em nome da fé cristã, um só corpo e uma só alma!
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora - MG
Um só coração e uma só alma!
O segundo domingo da Páscoa, chamado de Domingo “in albis” ou de Domingo da Divina Misericórdia me chama a atenção para a primeira leitura dos Atos dos Apóstolos: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma.



