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Dia dedicado a Amazônia e a questão agrária no Brasil

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No sábado, 21 de abril, os bispos reunidos na 50ª Assembleia Geral em Aparecida (SP) acompanharam o relato da Comissão Episcopal Pastoral para a Amazônia. O presidente da comissão, Cardeal Cláudio Hummes(foto), relatou a visita que realizou à região, no último mês de março.

“A nossa Igreja precisa conhecer mais essa região, para inclusive suscitar mais vocações missionárias”, disse o cardeal, destacando a importância de crescer no conhecimento na região. Citou a questão indígena. “As distâncias são enormes, e trata-se de um desafio, por exemplo, a venda da produção agrícola deles. O governo não compra esta produção”, relatou o Cardeal Hummes.

Recordou a urgência de envio de missionários para ajudar a Igreja na região. “Os bispos na região amazônica tem dificuldade até de sustentar seminaristas na região”, disse dom Cláudio, que também relatou a importância da cooperação econômica.

Também fazem parte da Comissão Episcopal para a Amazônia os seguintes bispos: dom Erwin Krautler, da Prelazia de Xingu (PA); dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN); dom Moacy Grechi, emérito de Porto Velho (RO); e dom Sérgio Eduardo Castriani, de Tefé (AM).

Questão Agrária

A Comissão Episcopal para a Caridade, Justiça e Paz da CNBB apresentou a proposta de um documento da entidade sobre a questão agrária no Brasil. Os membros da chamada “Comissão 8” ocuparam a mesa de debate nesta manhã de sábado, 21, durante da 50ª Assembleia Geral.

Para a elaboração da proposta deste documento foi criado um Grupo de Trabalho, com a participação dos seguintes bispos: dom Enemézio de Lazaris, de Balsas (MA); dom Itamar Vian, de Feira de Santana (BA); dom Roque Paloschi, de Roraima (RR); dom Guilheme Werlang, presidente da Comissão 8 e bispo de Ipameri (GO), que assumirá o trabalho de finalizar o documento.

Segundo dom Guilherme, o documento a ser publicado propõe um capítulo situando a problemática agrária no Brasil a partir da realidade das comunidades camponesas, sem terra, e dos pequenos agricultores. Faz um clamor à sociedade para a questão, apresentando informações para a compreensão da problemática agrária. Na última parte, traz a reflexão bíblico-teológica e os documentos do Magistério da Igreja sobre o assunto, concluindo com a proposta das realidades pastorais.

A Assembleia dos Bispos manifestou-se de forma positiva em relação ao documento apresentado, declarando a urgência de um pronunciamento oficial da CNBB sobre o tema. Dom Guilherme pediu aos bispos que encaminhem propostas que ajudem a produzir o texto final.

Durante a apresentação da comissão, o secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, convidou a todos para recordar a memória de dom Ladislau Biernaski, bispo de São José dos Pinhais e ex-presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), falecido em fevereiro deste ano.

Eucaristia

Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), presidiu a celebração da eucaristia no início deste sábado, 21 de abril, quarto dia da 50ª Assembleia Geral dos Bispos.

No Santuário Nacional, em Aparecida (SP), durante a homilia na qual fez reflexão sobre a presença do Ressuscitado na vida da comunidade cristã, acolheu os bispos recentemente nomeados agradecendo a cada um pela disponibilidade em prestar um serviço particular à Igreja e ao Brasil. Pediu que permanecessem “sempre prontos a oferecer a esperança aos que sofrem”. “Somos, como pastores, homens de esperança!”, frisou. “Existimos para mostrar aos homens e às mulheres, a luz de Deus”, lembrou dom Leonardo.

O secretário geral repetiu, várias vezes, a expressão de Jesus no evangelho de Marcos proclamada na liturgia: “Sou eu!”. “No Sou eu, somos chamados a sermos em nossa vida e ministério íntegros, honestos, leais, pacientes, misericordiosos; pronto a oferecer esperança a quem sofre. O Sou eu pede que estejamos atentos aos pobres, aos encarcerados, aos doentes, aos estrangeiros, E, por isso mesmo, somos provocados a sermos homens capazes de ouvir a todos indistintamente”, destacou dom Leonardo.

Falando da Palavra de Deus, dom Leonardo disse que a Palavra veio ao nosso encontro. “A força e a suavidade da Palavra, o vigor e a ternura da Palavra, o ressoar e o silêncio da Palavra! Como fomos alimentados, iluminados, conduzidos pela Palavra de Deus nesse tempo pascal! As leituras bondosamente e quase imperceptivelmente foram aproximando, desvendando, revelando o Sou eu”, disse.

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